Meu Perfil Fanático por esportes, Rafael Oliveira tem no futebol inglês o seu grande vício. Este blog será o espaço para análises táticas, técnicas, polêmicas, novidades e qualquer coisa ligada ao que de melhor (ou pior) acontece na Inglaterra. Dentro do possível, outras divisões também serão assunto por aqui. E, claro, sua participação é fundamental, deixando opiniões, perguntas e sugestões de posts.
COPA DO MUNDO TERÁ JOGADOR RESERVA DE TIME DA QUARTA DIVISÃO
Como o Vitor Sergio já abordou em seu blog, a Fifa conseguiu colocar dois times da Oceania na Copa do Mundo de 2010. E com a classificação da Nova Zelândia, poderemos ter algo no mínimo curioso: a presença de um jogador que atua na quarta divisão inglesa. E que ainda é reserva!!!
Trata-se do atacante Kris Bright, de 23 anos. O jogador chegou nesta temporada ao Shrewsbury Town, atualmente sétimo colocado na League Two. Outro detalhe: não marcou um gol ainda! Costuma entrar ao longo dos jogos, mas é reserva do artilheiro Dave Hibbert (não que isso seja muito relevante).
Seu lugar na seleção não é garantido, até porque ele foi chamado para o duelo contra o Bahrein na última hora, substituindo um companheiro lesionado. Mas de qualquer forma, seria bizarro ter um cara da quarta divisão inglesa na Copa do Mundo, principalmente se lembrarmos alguns nomes que não se classificaram: Ibrahimovic, Arshavin, Modric, Petr Cech, Zhirkov, Dzeko, Misimovic, Ibisevic, Bellamy, Adebayor, Rosicky, Hleb, Eduardo da Silva, Robbie Keane, Given, Olic, Valencia, Benayoun, Vermaelen e dezenas de outros nomes.
O técnico do Manchester United, Alex Ferguson, declarou: “a disputa pelo título começa agora”. E por que duvidar? Os Diabos Vermelhos estão cinco pontos atrás do Chelsea após 12 rodadas.
Ferguson sabe o que fala. Não só pelos 23 anos no comando do clube, mas por conhecer como poucos cada período da temporada. Para ele, passado o drama das eliminatórias, agora o campeonato começa de verdade, pois finalmente terá continuidade, já que a próxima “data FIFA” é apenas em março.
Segundo Ferguson, o momento do United precisa começar neste sábado, contra o Everton. Ele sabe que, apesar dos problemas de lesões, é hora do elenco fazer a diferença, aproveitando também o calendário apertado de fim de ano, agravado pela Copa Africana de Nações em janeiro, que prejudicará principalmente o Chelsea.
Com ou sem a competição africana, o histórico recente mostra como não se pode descartar o Manchester da briga. Na temporada passada, após 12 rodadas, o time estava com os mesmos cinco pontos de desvantagem em relação aos líderes, na época Chelsea e Liverpool. Nada disso impediu a arrancada e a conquista do título. Em 2007/08, o Manchester também não era líder no início da temporada, tropeçando enquanto o Arsenal estava invicto. Exatamente na virada do ano, o time de Ferguson mostrou força no período em que a briga pega fogo.
No atual campeonato, o Chelsea não tem a instabilidade dos tempos de Felipão e nem sofre com a inexperiência que pesou no Arsenal. O time de Ancelotti é mais eficiente, mas o grande detalhe poderá estar exatamente nos meses de dezembro e janeiro, quando “a briga começa” e o adversário sabe como crescer.
QUANTIDADE DE LESIONADOS NO CAMPEONATO INGLÊS IMPRESSIONA
Todo início de temporada, falamos na importância de reforçar os elencos, pensando no número de jogos que cada clube disputará e na quantidade de lesões que podem aparecer no meio do caminho. O grande problema é que a "época das contusões" (normalmente mais para janeiro) foi "antecipada" e está dizimando o campeonato. Salve-se quem puder (ou tiver elenco)!
Todos os times vêm sofrendo com isso, como podemos ver na tabela dos contundidos, logo abaixo:
ARSENAL - Van Persie, Clichy, Denilson, Walcott, Bendtner, Wilshere, Djourou, Diaby e Gibbs ASTON VILLA - Curtis Davies e Downing BIRMINGHAM - O'Connor, Martin Taylor e Daryl Murphy BLACKBURN - Grella BOLTON - Cohen, Riga, Shittu, Sean Davis e Joey O'Brien BURNLEY - Jay Rodriguez, Paterson e McCann CHELSEA - Drogba, Ballack, Lampard, A.Cole, Zhirkov e Bosingwa EVERTON - Arteta, Jô, Pienaar, Jagielka, Phil Neville, Osman, Vaughan e Anichebe FULHAM - Kamara, Danny Murphy e Andy Johnson HULL CITY - Ashbee e Myhill LIVERPOOL - Agger, Benayoun, Fabio Aurélio, Riera, Glen Johnson, Gerrard e Torres MANCHESTER CITY - Robinho, Onuoha e Mwaruwari MANCHESTER UNITED - Berbatov, Welbeck, Park e Hargreaves PORTSMOUTH - Finnan, Primus, Ward e Utaka STOKE CITY - Sidibe, Diao e Faye SUNDERLAND - Cattermole, Zenden, Gordon e Mensah TOTTENHAM - Lennon, Modric, Bassong, Giovani dos Santos e Cudicini WEST HAM - Carlton Cole, Dean Ashton, Boa Morte, Dyer e Ilunga WIGAN - Figueroa WOLVERHAMPTON - Foley, Ward, Hill, Jones, Iwelumo e Murray
A derrota por 1x0 foi um resultado normal e esperado. A seleção inglesa entrou em campo com apenas dois titulares, sabendo que o grande objetivo do amistoso seria observar os jogadores que pretendem fazer parte do grupo que vai disputar a Copa do Mundo em 2010. (Lembrando que Green, G.Johnson, Terry, Ferdinand, A.Cole, Lampard, Lennon, Gerrard e Heskey não atuaram)
A Inglaterra não jogou bem. Isso é fato. Mas também não foi uma tragédia, principalmente no primeiro tempo. Um time muito modificado, mas que mostrou concentração para se defender com qualidade. A não ser pelo lado direito, com a péssima atuação de Wes Brown, que deixou Nilmar jogar a vontade o tempo todo. Foi por ali que, no segundo tempo, o Brasil chegou ao gol e conseguiu o pênalti. Faltou volume de jogo, algo facilmente explicado pelas ausências de Lampard e Gerrard. A velocidade de Lennon na direita não foi substituída. Na segunda etapa, o time se perdeu e foi pressionado em alguns momentos. De qualquer forma, o discurso de "falta elenco" não existe! Nenhuma equipe no mundo tem resposição para nove titulares importantes ao mesmo tempo! É óbvio que eles fariam falta!
Ben Foster - Foi bem, apesar de ter cometido o pênalti. Não é um goleiro confiável, mas não comprometeu. Achei que Hart teria uma chance, mas Green continua sendo o melhor para a posição.
Wes Brown - Pior em campo. Já não deveria ter sido convocado e só fez lambanças. Capello precisa descobrir um reserva para Glen Johnson com urgência.
Matthew Upson - Começou mal, prejudicado por precisar sempre fazer a cobertura de Brown. Depois cresceu um pouco, mas ficou aquém do que pode jogar. Hoje, é o melhor companheiro para Terry na zaga.
Joleon Lescott - Apesar de viver uma fase ruim no City, foi bem na partida. Até achava que Gary Cahill merecia mais a vaga de titular no amistoso, mas Lescott foi bem e vem se firmando na briga pela quarta vaga de zagueiros. Só precisa tomar cuidado com o seu posicionamento, já que "desliga" do jogo em vários momentos.
Wayne Bridge - Sua vaga na Copa começa a ficar ameaçada. Não apoiou e ainda cedeu espaços na marcação. Warnock tem tudo para ganhar espaço se jogar na seleção o que vem fazendo no Aston Villa.
Wright-Phillips - Não jogou bem e não conseguiu aproveitar a oportunidade, exatamente quando poderia ter se destacado atuando nas costas de Michel Bastos. Briga em uma das posições mais concorridas do elenco, com Aaron Lennon, Theo Walcott e David Beckham. Não pode bobear.
Gareth Barry - Foi quem tentou segurar mais a bola e ditar o ritmo de um meio campo muito pouco efetivo. Foi bem na marcação e trocou bons passes na saída de bola, mas não teve companhia. É titular da seleção e sua vaga está garantida em 2010, a não ser que sofra alguma lesão.
Jermaine Jenas - Não vem jogando o suficiente para ser titular da seleção, e ficou sobrecarregado como o responsável pela criação na faixa central. Não funcionou, mas pode melhorar e ainda briga por vaga na Copa, apesar de estar atrás de Lampard, Gerrard, Barry, Carrick e, eventualmente, Hargreaves. Huddlestone merecia mais ter sido o titular, assim como Rodwell poderia ter sido chamado no lugar do jogador.
James Milner - Já é realidade e vem se firmando no elenco. Foi quem mais se destacou na criação, dando trabalho aberto pelo lado esquerdo. É um excelente jogador e pode atuar pelos dois lados, além de ser muito bom taticamente, podendo até ser improvisado na lateral, se necessário.
Wayne Rooney - Sobrecarregado devido aos desfalques. Lutou bastante dentro das possibilidades. Não foi mal, mas faltou apoio do meio campo.
Darren Bent - Praticamente não tocou na bola. Receber uma oportunidade diante do Brasil e quando o time está totalmente desfigurado não é lá uma grande vantagem. Entrou numa fria. Não pode ser massacrado por isso. Pelo que vem jogando no Sunderland, merece ter outras chances, de preferência quando o time estiver completo.
TOTTENHAM TEM LUCRO RECORDE MESMO GASTANDO MAIS QUE OS GRANDES
Nos últimos 16 meses, o Tottenham só não gastou mais dinheiro em contratações do que o Manchester City. Foram quase 150 milhões de libras. Até o fim da temporada passada, em jun/09, pouco mais de £119 milhões foram investidos. Depois, mais £29.4 milhões foram gastos para contratar Peter Crouch, Sebastien Bassong e Niko Kranjcar.
Todos esses números impressionam, principalmente por serem superiores aos de Manchester United, Chelsea, Liverpool e Arsenal. E para completar o "milagre econômico" dos Spurs, a diretoria anunciou hoje o balanço financeiro da última temporada (jul/08 até jun/09), com um lucro recorde de £33.4 milhões, muito em função das vendas de jogadores.
O presidente Daniel Levy acredita que o progresso tem sido significante no projeto a longo prazo existente no clube. E realmente chama atenção pelos objetivos ousados.
Harry Redknapp assumiu em outubro de 2008 com a responsabilidade de reconstruir um elenco destruído pelo mau momento, quando o técnico Juande Ramos havia começado o Campeonato Inglês com sete derrotas e dois empates. Desde então, o Tottenham subiu de forma impressionante e, hoje, sonha com uma vaga na Liga dos Campeões, ocupando atualmente a quarta colocação.
E não para por aí. Além de ter "um dos melhores elencos de sua história recente", segundo Daniel Levy, o Tottenham tem uma das melhores estruturas do país para as categorias de base e acaba de lançar um incrível projeto para a construção de um mega-estádio sensacional, com capacidade para 56 mil pessoas.
O projeto do novo complexo, divulgado há cerca de 15 dias, inclui também a construção de 434 apartamentos, um hotel com 150 quartos e um supermercado. De acordo com o presidente, a ideia é ter uma área "vibrante" durante os 365 dias do ano, e não apenas quando o time estiver em campo.
Apesar do desejo da Inglaterra de sediar a Copa do Mundo de 2018, o Tottenham não quer saber de esperar. O clube pretende deixar tudo pronto para fazer a estreia já na temporada 2012/13. Os direitos do nome do estádio serão negociados com alguma empresa ainda não anunciada. Aliás, o Tottenham já negocia um novo contrato de patrocínio para a camisa da próxima temporada, o que deve aumentar ainda mais a receita do clube.
Sinceramente, a minha impressão é quase de perseguição... E a dos ingleses mais ainda. Afinal, quando o presidente da Uefa se esforçou para fazer qualquer tipo de elogio ou comentário positivo sobre o campeonato mais forte e que mais movimenta dinheiro do continente?
Eu não me lembro. Aliás, muito pelo contrário. Todas as declarações de Platini são críticas à hegemonia inglesa, o que é uma opinião aceitável para quem deseja nivelar o futebol europeu. Mas existe um limite.
Quem não se recorda da Liga dos Campeões? O francês estava inconformado e disse que faria o possível para evitar uma nova final entre ingleses. O resultado? A vergonhosa arbitragem da partida entre Chelsea e Barcelona, na semifinal. Tom Henning deixou de marcar pelo menos três pênaltis claros para o Chelsea e a Uefa simplesmente não se manifestou sobre o caso. Óbvio, pois o presidente estava feliz da vida (não que o Barcelona não tenha merecido o título - era o melhor time, mas ter eliminado o Chelsea foi um absurdo!)
Mas isso é passado. A polêmica agora é sobre o interesse da Inglaterra em sediar a Copa do Mundo de 2018. A Federação Inglesa (FA) quer avançar com o seu projeto, mas vem encontrando sérios obstáculos políticos.
Dentro do continente, a briga seria com Espanha e Rússia, se Platini não estivesse disposto a atrapalhar mais uma vez. Até porque, os ingleses pedem apenas uma disputa justa e normal, acreditando que levariam vantagem no aspecto técnico (estádios, infra-estrutura, hotéis, etc).
Mas o presidente da Uefa quer fazer diferente. Ele acredita que a Europa tem mais chances de receber uma Copa do Mundo caso os oito representantes do continente (entre os 24 executivos da Fifa) votem unidos. A ideia até pode fazer sentido, mas o próprio Platini já reconheceu que não existe a menor chance de que os votos sejam feitos em conjunto.
Desta forma, como diz o jornalista Henry Winter (Telegraph), a "FA passa por uma longa e desnecessária espera, para saber um sinal de Platini sobre qual sede apoiará". Durante este período, nada de concreto pode ser feito, pois não existe a menor garantia.
Além disso, a imprensa inglesa repercutiu muito um comentário recente sobre as chances de receber o mundial de 2018. Segundo Danny Jordan, chefe do vitorioso projeto da África do Sul para 2010, a expectativa é de que, para a Inglaterra ser escolhida, precisará contar com os quatro votos da África. Isso porque dentro da Uefa, o único apoio esperado é o de Geoff Thompson, ex-presidente da FA. A provável candidatura Espanha-Portugal deve receber apoio sul-americano. Ou seja, segundo as projeções inglesas, o panorama não é muito animador.
NOVIDADES NA LISTA MOSTRAM QUE CAPELLO SABE O QUE ESTÁ FAZENDO
Cada vez mais, é a impressão que tenho em relação ao trabalho do técnico italiano. Fabio Capello divulgou neste domingo a lista de convocados da seleção inglesa para encarar o Brasil. Os nomes chamados só provam como a análise de Capello é a de quem realmente acompanha com cuidado os jogadores que tem à disposição.
Gerrard foi poupado por se recuperar de lesão e por já ser nome certo na Copa de 2010. Aliás, fica claro que o objetivo é a África do Sul, e não exatamente o amistoso do próximo sábado.
Para o gol, a novidade é Joe Hart, mas segue o mesmo drama. Continuo achando que Green é, sem dúvidas, o melhor deles. Na defesa, Stephen Warnock ganha uma chance, muito merecida pelo que vem jogando no Aston Villa. Ele serve como forte sombra para Wayne Bridge na disputa pela reserva de Ashley Cole, que ficou fora da lista. O ponto negativo é Wes Brown na direita, como reserva de Glen Johnson. O lateral do Man Utd ainda está longe de ter ritmo de jogo, após tanto tempo afastado por lesão.
Na zaga, Ferdinand fica fora por lesão, mas serve como alerta pelas péssimas atuações recentes. Hoje, não há dúvidas de que Upson é o melhor companheiro para Terry, até por causa da lesão de Jagielka e da má fase de Lescott. Gary Cahill é uma boa aposta para o setor, mas vem sofrendo com a lamentável campanha do Bolton.
No meio, vamos por partes. Entre os que atuam na faixa central, Barry, Lampard e Carrick são nomes certos e foram chamados. A grande novidade é a presença de Tom Huddlestone, cada vez mais importante no Tottenham. Jenas também foi chamado, na vaga que eu gostaria de ver com o jovem Jack Rodwell, que tem muito potencial mas tem afundado com o limitado Everton da atual temporada.
Para os lados do campo, a batalha continua interessante, principalmente na direita. Lennon, lesionado, ficou fora. Walcott também. Wright-Phillips e David Beckham estão na lista, além de James Milner, que pode fazer qualquer lado. Como Downing segue machucado, Gerrard foi poupado e Joe Cole ainda não está 100%, Ashley Young é o único "meia-esquerda" da lista.
No ataque, Darren Bent foi recompensado pelo bom momento que vem vivendo no Sunderland. Defoe está de volta após contusão e Peter Crouch é o grandalhão que sobrevive na lista, mostrando que a vida de Heskey realmente estará complicada enquanto for reserva do Aston Villa. Outro que sai do grupo é Carlton Cole, que foi bem nas oportunidades que recebeu e ainda está na briga pela vaga, mas a fase do West Ham não colabora em nada.
Goleiros: Ben Foster, Robert Green, Joe Hart.
Defensores: Wayne Bridge, Wes Brown, Gary Cahill, Glen Johnson, Joleon Lescott, John Terry, Matthew Upson, Stephen Warnock.
Meio-campistas: Gareth Barry, David Beckham, Michael Carrick, Tom Huddlestone, Jermaine Jenas, Frank Lampard, James Milner, Shaun Wright-Phillips, Ashley Young.
Atacantes: Darren Bent, Peter Crouch, Jermain Defoe, Wayne Rooney.
- A vitória do Liverpool no clássico foi justa. O que ninguém viu foi a provocação dos torcedores do Manchester United, já que os policiais recolheram todas as faixas e máscaras alguns minutos antes do início da partida. Na foto acima, uma faixa diz: "Vocês nos pediram para voltar quando tivéssemos vencido 18 títulos... Nós voltamos!".
- A 10ª rodada foi o típico caso de fim de semana que define quem realmente briga por alguma coisa. Dos oito primeiros colocados, apenas Chelsea e Liverpool venceram. Sunderland, Tottenham, Aston Villa, Manchester City e Arsenal perderam pontos que certamente farão falta mais para a frente no campeonato. O West Ham segue preocupando, mas a reação diante do Arsenal pode embalar o time de Zola, que tem qualidade para subir bastante na tabela. Outro time que melhorou foi o Wolves (principalmente pela volta de Michael Kightly). A equipe fez uma boa partida e finalmente viu seu artilheiro Ebanks-Blake desencantar na temporada.
BOLTON 3x2 EVERTON LIVERPOOL 2x0 MAN UTD MAN CITY 2x2 FULHAM WEST HAM 2x2 ARSENAL BIRMINGHAM 2x1 SUNDERLAND BURNLEY 1x3 WIGAN CHELSEA 5x0 BLACKBURN HULL 0x0 PORTSMOUTH TOTTENHAM 0x1 STOKE WOLVES 1x1 ASTON VILLA
- Na segunda divisão, o Middlesbrough anunciou Gordon Strachan, ex-Celtic, como novo técnico, após a demissão de Gareth Southgate, na semana passada. O time não está mal e ocupa a quarta posição, mas alguns resultados ruins em casa e o desentendimento com a diretoria provocaram a troca no comando.
Posto abaixo a minha coluna publicada hoje no jornal Campeão, falando sobre o clássico do domingo. Se realmente acontecer, a provocação será espetacular!
Isso é rivalidade!
Liverpool e Manchester United fazem o grande clássico do futebol inglês neste domingo. As principais equipes do país se enfrentam pela primeira vez na temporada que pode consolidar o United como o maior campeão nacional.
O momento é totalmente diferente nos dois lados. O Liverpool vem de quatro derrotas seguidas, pior sequência dos últimos 56 anos. O time não convence, o elenco é contestado e os torcedores já sabem quem culpar. O técnico? Nada disso! Rafa Benítez é o queridinho da galera. Para a torcida dos Reds, os culpados são George Gillett e Tom Hicks, os controversos donos.
Do lado do Manchester, o time pode não dar show, mas mantém a regularidade típica de Alex Ferguson, e é o líder. O domingo será de provocações, mesmo em minoria no estádio Anfield. Os 3.500 torcedores pretendiam levar balões para lembrar o gol irregular do último sábado, mas os donos da casa já garantiram confiscar qualquer objeto inflável na entrada do estádio.
A saída é ainda melhor! Existe uma campanha para que todos levem uma máscara do ídolo Eric Cantona. A explicação? Em 1994, quando o francês ainda estava em campo, o Man Utd empatou em 3 a 3 e comemorava o seu oitavo título inglês. O Liverpool, que já tinha 18 títulos, aproveitou para provocar e menosprezar o feito, exibindo a faixa “Até logo, Cantona e United. Voltem quando tiverem vencido 18”.
Quinze anos depois, vem a resposta. O Liverpool parou nos 18 e tem um jejum de 20 anos. Por sua vez, o Manchester, comandado por Ferguson, dominou as últimas duas décadas e empatou o número de títulos. No domingo, a única certeza é de que o clássico será fantástico dentro e fora de campo.
Na última temporada... O Liverpool conseguiu o “double”, vencendo os dois confrontos pelo Campeonato Inglês, com direito a um 4 a 1 histórico, em Old Trafford.
Dúvidas Rafa Benítez ainda espera contar com Steven Gerrard, Fernando Torres. No Manchester, a expectativa é para as voltas de Rooney e Giggs.
Brasileiros em campo Mesmo contestados, Lucas e Fábio Aurélio devem ser titulares no meio-campo do Liverpool, enquanto Anderson será o representante do outro lado.
Protesto A polícia local já se prepara para uma manifestação, em que 10 mil torcedores do Liverpool marcharão pedindo o afastamento dos dois donos do clube.
GOL DE BALÃO NÃO FOI O ÚNICO LANCE POLÊMICO DA RODADA
A Football Association anunciou que deve punir o zagueiro Robert Huth, do Stoke City, pela agressão a Matthew Upson, do West Ham, na partida de sábado. O alemão acertou um soco na cara do zagueiro inglês durante o famoso "empurra-empurra" dentro da área.
Martin Atkinson, árbitro da partida não viu e, apesar de Upson ter ficado com o olho roxo e levado pontos para diminuir o sangramento, nada foi marcado e nenhum cartão aplicado.
A imagem não deixa dúvidas. É óbvio que Huth deveria ter recebido o vermelho direto, e foi exatamente isso que Gianfranco Zola, técnico do West Ham, declarou após a partida. "Não falei com o árbitro sobre isso e nem acho que seja necessário. Prefiro deixar para as autoridades decidirem o que fazer", comentou o italiano.
Após ser indiciado pela Federação Inglesa, Huth tem até terça, 15h, para fazer a sua defesa e dar as suas explicações.
CARRINHO EM WALCOTT
Na vitória do Arsenal sobre o Birmingham, poderíamos ter visto um caso semelhante ao de Eduardo da Silva. Sorte de Walcott que o carrinho de Ridgewell acertou a bola. Não foi nem marcada a falta (eu até acho que realmente não foi), mas para se ter ideia da força da entrada do zagueiro, o jogador do Arsenal precisou sair de campo lesionado e deve desfalcar o time por umas três semanas. Até agora, a FA não se manifestou sobre o caso. Como disse o técnico Alex McLeish, "não foi falta e jogadas assim acontecem várias vezes". É verdade, mas o problema está exatamente na possibilidade do carrinho sair meio segundo atrasado e acabar com a carreira de alguém. Veja o lance no vídeo abaixo.
O DIA EM QUE OS INGLESES NÃO VIRAM A SELEÇÃO NA TV
A Inglaterra perdeu por 1x0 para a Ucrânia, jogando fora de casa, no sábado. Apesar do adversário ser fraco, a partida foi definida logo aos 13 minutos do primeiro tempo, quando Rio Ferdinand falhou feio (de novo!) e Robert Green cometeu pênalti, recebendo o cartão vermelho.
Shevchenko ainda errou a cobrança, mas a seleção parou com a desvantagem numérica. Capello errou ao tirar Lennon, que era a melhor opção para as saídas rápidas. Deveria ter sacrificado Emile Heskey, que ficou isolado na frente, sem ajudar em absolutamente nada, já que a seleção só se defendeu da pressão ucraniana.
A derrota pode até ter o lado positivo: tirar os 100% da campanha nas eliminatórias, evitando qualquer excesso de confiança. Mas o que marcou a partida não foi o resultado, e sim a forma com que os ingleses acompanharam o jogo.
O canal Setanta Sports havia comprado os direitos de transmissão, mas acabou falindo há alguns meses. Devido ao alto valor pedido pelos ucranianos, nenhuma outra TV chegar a um acordo. Resultado: a partida foi transmitida em uma rede de cinemas no país. Além disso, a saída foi testar a tecnologia da internet, cobrando pelo menos 15 reais dos interessados (em cima da hora, o valor ficou próximo dos R$ 40). Segundo os números divulgados, cerca de 500 mil pessoas pagaram para acompanhar o English Team na web.
UM PASSEIO PELO CONDOMÍNIO CONSTRUÍDO NO ANTIGO ESTÁDIO DO ARSENAL
O Estádio Highbury marcou época como a casa do Arsenal entre 1913 e 2006. Caracterizado pela proximidade dos torcedores com o gramado, além do diferente ângulo da câmera nas transmissões, ele foi substituído pelo moderno Emirates Stadium há três anos.
Pouco se fala sobre o que aconteceu em Highbury. Na época, havia a informação de que seria destruído para a construção de um condomínio. Mas depois da fantástica partida entre Arsenal x Wigan, que marcou a despedida da antiga casa, o assunto ficou esquecido.
Logo abaixo, posto uma matéria da BBC (em inglês) contando o estado atual. São 600 apartamentos, que custam entre 250 mil e pouco mais de um milhão de libras. Parte da fachada foi preservada, mantendo a cara do Arsenal. Por dentro, um banco homenageia os torcedores dos Gunners. Curiosa é a vista de alguns dos moradores, que contam com a vista para o Emirates Stadium, como mostra a repórter.
Não é de hoje que os donos do Liverpool gostam de levantar algum tipo de polêmica. Seja pelas brigas internas, pelos protestos dos próprios torcedores ou pelas notícias de uma possível venda, George Gillett e Tom Hicks (foto) estão sempre nos noticiários esportivos da Inglaterra.
Agora, Gillett apareceu para se defender das acusações de que o Liverpool não está bem por causa da falta de investimento. Para responder, o empresário americano acabou jogando a pressão para cima do técnico Rafa Benítez.
"Nos últimos 18 meses, investimos 128 milhões de libras. Isso significa que deveríamos estar melhorando. Se não estamos, não é culpa minha ou de Hicks, mas sim do técnico e da comissão. É preciso ter certeza da análise para fazer o balanço. Foi colocado muito dinheiro. Então, se alguém tiver alguma dúvida, é só dar uma olhada nos jogadores que chegaram e saíram", disse Gillett, que negou qualquer problema financeiro no clube, dizendo que a situação financeira está "extraordinariamente boa, bem melhor do que Manchester United, Chelsea ou Arsenal".
A grande questão é que, em campo, o Liverpool está longe de ter o equilíbrio de temporadas anteriores. Mesmo com a excelente dupla Steven Gerrard e Fernando Torres, falta força e regularidade ao resto do time. Principalmente após a saída de Xabi Alonso, o meio campo perdeu equilíbrio e já não consegue representar a forte base que sustentava a presença de Gerrard mais avançado, no esquema que costumava dar muito certo até o fim da última temporada.
Além de sentir falta do espanhol, os Reds também não contam com grandes atuações de Mascherano, Lucas, Riera e Kuyt. Então fica difícil. Talvez seja mesmo a hora de recuar Gerrard para a segunda linha de meio campo, dando mais volume e qualidade na saída de bola, característica perdida pelo time neste início de temporada. Aquilani pode voltar de lesão na próxima rodada. Se estiver bem fisicamente (aí está o problema), pode ser o cara para ajudar Gerrard a controlar o setor.
Rafa Benítez é culpado? Talvez sim por raramente investir em contratações realmente interessantes, como as de Torres e Glen Johnson. Suas apostas deixaram de dar certo, mas não significa que seja um treinador ruim. Muito pelo contrário. O espanhol já mostrou muitas qualidades, mas parece que o jejum do Liverpool deve mesmo durar mais uma temporada, alcançando os 20 anos sem vencer o Campeonato Inglês.
O DRAMA DO LÍDER DA QUARTA DIVISÃO (ACREDITE SE QUISER)
Líder da quarta divisão inglesa, o Bournemouth vive uma situação no mínimo diferente. O clube passa por sérios problemas financeiros, tem apenas 14 jogadores disponíveis no elenco, não pode contratar, deve mais de um milhão de libras, tem um titular com gripe suína, outro com a perna lesionada e ainda um assistente técnico que é reserva do time mesmo três anos após anunciar a sua aposentadoria. Parece mentira, mas não é!
Na última temporada, o clube perdeu 10 pontos por causa dos problemas financeiros, mas mesmo assim conseguiu escapar do rebaixamento para a Conference (quinta divisão). Além disso, a punição também determinou que nenhuma contratação poderia ser feita, aumentando o drama para o técnico Eddie Howe, o mais jovem do campeonato, com 31 anos.
Como é obrigatório ter três jogadores no banco, o Bournemouth conseguiu um empréstimo de emergência e negociou Antony Edgar com o West Ham. Mas o outro reforço acabou não sendo liberado. Os dois jogadores chegavam para suprir as seis lesões, que diminuíram o elenco de 19 para apenas 13 jogadores.
Para se ter ideia, Ryan Garry precisa de descanso, pois vem atuando com uma lesão muscular, mal utilizando uma das pernas. E não para por aí. O jogador ainda se recupera dos efeitos de uma gripe suína e está totalmente fraco. Por isso, Jason Tindall, assistente técnico, vem ficando no banco de reservas, mesmo tendo se aposentado em 2006.
Pensando em acabar com as dívidas, um empresário local deve assumir o controle do clube em novembro. Além do dinheiro investido, seu filho de 21 anos será uma opção a mais no banco de reservas, mesmo que nunca tenha jogado profissionalmente.
Por incrível que pareça, o Bournemouth é o líder da Football League Two (Quarta divisão) e sonha com o acesso para a terceira, o que provavelmente seria um dos feitos mais impressionantes da história do futebol. Em 11 rodadas, são oito vitórias, um empate e duas derrotas, com 25 pontos conquistados, dois a mais que o vice-líder Rotherdam United.
FA DIVULGA NOVIDADES SOBRE OS PROBLEMAS NO CLÁSSICO ENTRE WEST HAM E MILLWALL
A Federação Inglesa divulgou hoje uma atualização sobre os problemas no dérbi do dia 25 de agosto, quando torcedores de West Ham e Millwall entraram em conflito, gerando confusão dentro e fora do estádio Upton Park. Em um mês, a FA analisou todos os relatórios sobre os incidentes na partida válida pela Carling Cup, e com a ajuda da polícia local, resolveu punir os dois clubes.
Os detalhes sobre as punições ainda não foram revelados, mas as investigações continuam. O West Ham foi indiciado por quatro irregularidades, enquanto o Millwall será julgado por três. Em comum, os dois clubes responderão por: - Comportamento violento, obceno, ameaçador e provocativo; - Comportamento racista (Carlton Cole e Jason Price denunciaram) - Atirar objetos para dentro do gramado.
Além disso, o West Ham responderá também por não evitar que os torcedores invadissem o gramado. A Football Association determinou um prazo de 14 dias para receber as versões dos clubes, antes de aplicar qualquer punição.
Os Hammers já declararam que pretendem planejar uma forte defesa, baseada na cooperação do clube para as investigações, enviando relatórios e fazendo o possível para identificar os torcedores responsáveis pela confusão.
No dia, cerca de 200 assentos e um banheiro foram destruídos na área dos visitantes. A diretoria do Millwall se defende dizendo que condena a atitude de seus torcedores, mas questiona "o que poderia fazer para controlar, já que eles estavam no estádio do rival".
Maiores detalhes ainda não foram divulgados, mas é provável que as punições possam ser apenas multas pesadas, com o clube da primeira divisão levando a pior. Os inquéritos policiais continuam e as fitas do circuito interno têm sido analisadas com cuidado. O West Ham já baniu dez torcedores identificados nas imagens.